mar 132009
 

 

Elissandro S A de Aquino – GPN

fadasLia é linha: pêndulo de eternidade e silêncio

(Ângela Dumont)

 

Me dá um silêncio e eu conto

(Guimarães Rosa)

 

Uma linha de Histórias

Contos de Fadas para o desenvolvimento dos adultos e das empresas 

            Façamos uma breve pausa, não só para ouvir o silêncio, mas o que a sua experiência nos provoca. À propósito é muito oportuna a fala de Arnaldo Antunes a explicitar que o silêncio foi a primeira coisa que existiu. “O silêncio que ninguém ouviu”.

            Essa experiência, anunciada pela fala do poeta, nos convoca a um sentido básico na apreensão do mundo e do ser: o ouvir.  Mas há quem concorde que há algo anterior ao ouvir, ainda mais se pensarmos na figura de quem conta a história, ou seja, aquele que detém o discurso. Curiosamente a palavra contar vem do latim computare e significa calcular; sua origem provém de maquinário, preceito numeral. Há, porém outra versão para a palavra contar de cuja origem nos remete aos terços e aos rosários que são contados e oferecidos em forma de oração, correndo às contas, uma a uma pelo fio. Fio de histórias…

A História nos mostra que as organizações, principalmente a partir da Era Industrial, legitimaram o movimento e a ação do verbo contar tendo como referência a quantia exata dos números. Hoje, entretanto, tudo indica que as empresas estão se voltando para a mesma palavra tendo como referência um novo modelo de atuação em experimentação. Essa nova apreensão sugere o contar como raiz ou pedra fundamental nos processos organizacionais que incentive e valorize a ação humana, seu resultado e o que há nele de transcendental.  É claro que as histórias não só servem para registrar a ação passada, elas se compõem ao presente e se projetam constantemente em infindáveis possibilidades: uma delas consiste em afirmar que a travessia do homem está acima dos deveres, fazeres e que suas ações, além das obrigações, conjugam e remodelam novas realidades, papéis e dimensões.   

            Fela Moscovici nos lembra que mitos e contos de fadas, lendas, histórias alegóricas e poesias transmitem modelos de conduta que dão significado à vida e ao mundo.

 Por que não aproveitar esse manancial inesgotável no desenvolvimento de executivos e gerentes, como inicio de um processo de transformações da cultura organizacional?[1] 

            Domenico de Masi evidencia que todas as histórias podem ser sintetizadas em quatro tipos: a história da cidade sitiada, a história de uma viagem, a história de uma pesquisa e a do sacrifício de um deus.[2] Cabe com isso ressaltar que histórias queremos contar e quais as que queremos viver para depois contar. Talvez pensando nisso é que Fernando Pessoa tenha nos dito que “somos contos contados”. Esse movimento no entanto não seria diferente em se tratando das organizações.

A história da empresa legitima seu lado humano e se torna vital porque permite justamente que se reescreva, num processo criativo e espontâneo, o vir-a-ser. É bem natural, ao verificar empresas de excelente desempenho, que elas sabem conviver com uma grande inclinação para a experimentação, para a tentativa livre de novas idéias sem perder contudo os valores ligados à tradição. Isso certamente assegura uma identidade sólida que configura uma projeção de futuro sem perder de vista, as experiências acumuladas.

            O termo história foi empregado inicialmente pelos gregos e significa aquele que aprende pelo olhar. Logo, se trata de uma apreensão subjetiva repleta de impressões e sensações de quem olha. É claro que a experiência do olhar nunca será o objeto, mas como o objeto foi visto. Isso reforça a poética de Arnaldo Antunes, quando alega a ausência total do homem porque ele não participou do silêncio (não o ouviu) nem tampouco o viu já que foi a primeira coisa que existiu. Mas mesmo que não o tenhamos visto, sentimos, principalmente no ato das criações, o ritmo que rompe o silêncio e faz histórias. Certamente a poetisa Ângela Dumont bebeu da água do silêncio e Guimarães Rosa se apropriou dele para contar sobre a fonte que volta para nós como se nunca saído. 

Zinha é quem faz os riscos,

pra Lia bordar o dia todo,

a vida toda, o tempo enredado

nos fios da linha[3] 

            Fios esses que, em mãos hábeis, transformam-se em ponto, ponto de distração, lazer, cultura, herança, profissão e ocupação. E deste ponto, tecem-se linhas de cuja trama vemos nas histórias. Histórias que seguem além do bastidor como nos mostra o texto de Marina Colasanti: 

Começou com linha verde. Não sabia o que bordar, mas tinha certeza do verde, verde brilhante.

Capim. Foi isso que apareceu depois dos primeiros pontos. Um capim alto, com as pontas dobradas como se olhasse para alguma coisa.[4] 

            A personagem do conto acima inicia um processo de instintiva criação utilizando recursos amplos e sofisticados como linhas, imagens e histórias. Essas referências nos remetem a Antiga Grécia onde a cultura clássica estava fortemente influenciada pela figura das moiras: mulheres que, reunidas em grupo de três, fiavam e ao mesmo tempo traçavam o destino dos homens do nascimento à morte. Seguindo talvez essa idéia é que Ted Perry tenha afirmado que “o homem não tece a teia da vida, ele é apenas um fio”.[5]

            Fio esse conduzido pelas moiras que, a grosso modo, representariam as três fases naturais em que consiste a vida do homem, lembrando que tudo se origina, e que todo o originado também tem seu fim. E não seria diferente em se tratando das organizações ou de determinado funcionário dentro da organização.

            Há nesse ponto linhas infindáveis de possibilidades: a primeira pode se referir à história da pessoa com todas as suas implicações, angústias e medos; a segunda pode fazer menção às história das empresas, o que realizou, como começou, aonde quer chegar e etc; mas é possível ainda intensificar um terceiro fio que una as histórias individuais e as empresariais. Movimento ainda incipiente que integra as historias pessoais e organizacionais, suas ações, práticas, visão, identidade, missão e principalmente às criações cujo início não se diferencia do clássico “Era uma vez”. E não o faremos diferente.

            Contaremos a história de uma menina que conquistou o grande público por ser uma das personagens mais atraentes da cultura ocidental. Nela não há fadas, nem bruxas, nem madrastas. Mas uma mãe e uma avó que certo dia lhe dá “um chapeuzinho de veludo vermelho, e a menina gostou tanto dele, que nunca mais usou outro chapéu”.[6] Justamente pela vestimenta é que ela é conhecida como Chapeuzinho Vermelho.

            O nome da história e conseqüentemente da personagem principal reflete o trabalho da avó em tecer. Sobre esse ponto há indícios bastante relevantes se pensarmos na atividade a ser exercida, pois o que a identifica é uma vestimenta ou acessório de cor vermelha produzida pela anciã. A produção é uma característica determinante na cultura ocidental, ela não só compõem parte da vida do homem, como é uma das responsáveis pela expressão e significação que o homem dá a vida. Talvez por isso é que Dahrendorf considera que “a vida do homem era constituída em torno do trabalho. A educação era orientada como preparação para o mundo do trabalho, o tempo livre como descanso para o novo trabalho, a aposentadoria como recompensa por uma vida de trabalho”.[7]

            Há todavia outros elementos implícitos no acessório, pois se o chapéu ou a capa, – freqüentemente utilizado nas ilustrações e na versão original de Perrault – a protege, por outro lado, a cor vermelha também a torna vulnerável aos perigos externos e principalmente ao apetite do lobo. A capa ainda pode ter uma alusão ao que escondemos, ainda mais se ampliarmos aos outros acessórios como chapéus, ternos, pastas, maquiagens, gravatas e etc.

            Chapeuzinho Vermelho pode ainda nos instigar sobre nossas capas internas. Quando o foco se prende então às empresas o laço parece não desfazer o nó porque as instituições, de um modo geral, cobrem a subjetividade do indivíduo em detrimento do profissional que às vezes esquece da sua pessoa. Sobre esse aspecto a empresa/capa moldaria o corpo, o instinto e o que há de mais espontâneo. Por outro lado, a capa, assim como em Chapeuzinho Vermelho corresponderia a um codinome ou um suposto sobrenome. “Sou fulano de tal da empresa X”, como nos mostra Max Pagès: 

Assim como podemos nos apropriar das qualidades de tudo o que compramos, o indivíduo que trabalha nesta empresa pode se apropriar das qualidades da TLTX.

De onde vem o “poder” do TLTXiniano? De sua força? De sua inteligência? De suas qualidades pessoais? Todo mundo sabe que não. Seu poder vem de sua identificação com a TLTX e de um certo número de símbolos que a caracterizam e a alimentam.[8] 

            Por isso é tão comum o quadro depressivo e até de morte quando os funcionários são afastados da companhia. Um estudo feito na Alemanha constata que a perda de um emprego gera mais traumas que o falecimento do cônjuge.[9] Por trás da rotina de horários, salas e tarefas há algo maior que pode ser traumaticamente perdido: a identidade, ou melhor, uma pseudo-identidade alimentada por uma imagem de lucro,  poder, estabilidade e segurança. “A dominação psicológica do trabalho se prolonga no próprio coração do indivíduo moldando seu aparelho psíquico”.[10]

Paremos, temporariamente à saga de Chapeuzinho. Deixemos a menina vestida e pronta com sua cesta e ordem de visitar a avó. É bom, entretanto, anteciparmos o aconselhamento da mãe de que não deveria se desviar do caminho, nem falar com estranhos. Sabemos que a mãe espera isso da filha, mas e a filha, o que espera. Ou melhor, o que a espera na floresta. Assim, congelemos a cena da menina com chapéu vermelho e cesta na mão, a sair da casa da mãe para a casa da avó com o devido consentimento e conselho. Pousemos em um outro território, não em um bosque, mas num sítio, o Sítio do Pica Pau Amarelo.           

Bem. Nasci, fui enchida de macela que todos entendem e fiquei no mundo feito uma boba, de olhos parados, como qualquer boneca. E feia. Dizem que fui feia que nem uma bruxa. Meus olhos tia Nastácia os fez de linha preta (…) Tia Nastácia foi me consertando, e Narizinho também. Mas nasci muda como os peixes. Um dia aprendi a falar[11] 

            A boneca de pano possibilita ricos desdobramentos para uma leitura empresarial. Sua história sinteticamente poderia ser contada da seguinte forma: 

  • a) Uma boneca é construída com pedaços de pano (saia de Tia Nastácia);
  • b) A boneca é dada de presente para Narizinho brincar;
  • c) Emília aprende a falar. 

            A primeira sentença – (a) Uma boneca é construída com pedaços de pano – provoca uma reflexão não apenas ao que é criado mais também ao criador. Não é à-toa que Moreno já declarava que “mais importante que a evolução do criador, é a evolução da criatura[12]“.  Não foge a esse exemplo os elementos básicos de quem constrói (Tia Nastácia); como constrói (com retalhos da saia) e o que constrói (uma boneca).

            Se o início das histórias clássicas começam com o “Era uma vez”; as criações, num plano amplo, não se diferenciam dessa tríade estrutural. E não menciono apenas o fazer literário e artístico; as organizações seguem, mesmo que inconscientemente esse modelo. Por isso não seria de todo ilógico considerarmos semelhantes o trabalho do empresário/empreendedor com o trabalho do artesão e do artista. 

            O artesão utiliza recursos e efeitos que geram a novidade. Sua técnica se amplia no jogo da construção enquanto que o artista, por sua vez, não tem compromisso com a novidade, e sim com o novo. Ele utiliza uma técnica-estilo não para construir, mas para criar. Assim, construindo ou criando, ambos desenvolvem e se desenvolvem na tríade da tentativa, erro e acerto. Até porque como declara Schopenhauer “todas as grandes coisas amadurecem lentamente”.[13]

Cabe ao trabalho do empresário/empreendedor construir ou criar? A diferença entre ambos não só configurará o segmento como também possibilitará um novo jeito de trabalhar. Tom Peters afirma que Peter Drucker é o guru dos gurus porque “continua experimentando coisas novas”.[14] É claro que as empresas cada vez menos criam, o que evidencia uma escassez de  artistas e de artesões.

            A falta da criação ou o modelo de repetição nas repartições justifica a apreensão do indivíduo e seu interesse que se “obtém não no fazer, mas no crer; não no presente, mas no futuro; não na fantasia mas no concreto. O que conta não é a ação, menos ainda a criação, mas o sucesso medido em termos contábeis”.[15] Uma empresa criadora e “visionária não se preocuparia primeiro em ganhar dinheiro. Elas se preocupariam primeiro em construir um significado para o ato de trabalhar”. [16] E é nesse ato que encontraremos os empreendedores e empresários que se assemelham aos artesãos e aos artistas.

            Freud considera todo o processo de criação como uma tentativa de refazer uma realidade. Sabemos que os empreendimentos nascem em sua maioria para atender a uma necessidade. Por isso é que a arte, para Freud, consegue alívio em parte extraindo satisfação do mundo exterior ou encontrando alguma outra forma de empregar os impulsos insatisfeitos. Mas, se a arte tende a aliviar as tensões, as organizações e sua forma de trabalho provoca justamente o contrário. Talvez por isso é que Stephen Covey tenha afirmado que “vivemos na era do Trabalhador do Conhecimento, mas operamos nossas organizações segundo um modelo controlador da Era Industrial, que suprime totalmente o desabrochar do potencial humano”.[17]  

            A dicotomia entre a forma de trabalho do empreendedor/empresário e do artista/artesão pode ser a principal diferença entre uma organização tradicional e uma não tradicional. A defasagem é que uma enrijece o potencial humano seguindo um modelo ou padrão de repetição que fecha as portas para a espontaneidade e a criatividade. A organização não tradicional, vivenciada a partir do caos, possibilita respostas diferenciadoras, cujas soluções são tomadas ao considerar o presente, a intuição, a paixão e até uma certa dose de insanidade.  Esse movimento inspira uma roda de procura e de oferta que está além da competência técnica. Que outras competências são importantes ao considerar o todo? O que se busca verdadeiramente senão o talento.

            A história nos conta que – (b) A boneca é dada de presente para a menina Narizinho brincar.  As brincadeiras nunca deveriam deixar de fazer parte da vida do homem. É algo que precisa ser emergencialmente redescoberto pelos adultos.  Stephen Nachmanovitch, no livro Ser Criativo, considera a brincadeira vital no processo de sensibilização e humanização, pois a criatura que brinca está mais apta a se adaptar à mudança de contextos e de condições. Segundo ele, “a brincadeira é uma atitude, uma disposição, uma maneira de fazer as coisas”[18]. A criança é por excelência um fazedor. Brincando de fazer,[19] a criança se prepara para funções que quando adulto exercerá. Mas não basta apenas ter a brincadeira, ela é só um convite; assim, o indivíduo além de ser tocado por ela, precisa também querer brincar. Segundo Moreno a “espontaneidade não é algo estabelecido e rígido como são as palavras escritas ou as melodias; é contudo fluente, de uma fluência rítmica com altos e baixos, que cresce e desaparece gradualmente como atos da vida e no entanto é diferente da vida”[20]. As empresas têm oferecido muita ordem e pouco caos, muita resposta, pouca ou nenhuma pergunta. Quando se inverter o quadro é que será possível analisar a improvisação e a criatividade das respostas em ações que pode ser comprovada pela experiência de Tom Peters: 

Quando examino quais das empresas listadas em “Vencendo a crise” conseguiram manter o sucesso alcançado, coloco no topo da lista a Hewlett-Packard, a 3M, a Johnson & Johnson e a Pepsi. É possível que alguns dos seus dirigentes não gostem muito desta palavra, mas o que essas companhias têm em comum é o alto grau de desorganização, maior que o de qualquer empresa. Em outros termos elas são verdadeiramente o estado de produção, o princípio essencial de toda a experiência criadora.[21]  

            Fica-nos uma reflexão sobre a mutilação que fazemos em nós mesmos quando atrofiamos a espontaneidade e quando paramos de brincar. Uma imagem metafórica bem apropriada seria a de um gênio engarrafado.  Quantos gênios em nós há aprisionados? Lançar mão da garrafa e jogá-lo no fundo do mar significa muitas vezes dispensar a parte mais brilhosa. As empresas muitas vezes não percebem o potencial, não desenvolvem o indivíduo em seus múltiplos talentos. Isso pode justificar a estatística em que “55% dos funcionários não estão satisfeitos com a empresa em que trabalham, 19% sabotam ativamente o trabalho”.[22] Mas a empresa não é a única responsável pelo desenvolvimento individual do seu quadro humano. A quem mais caberia senão a própria pessoa essa função?

            Podemos perceber que a boneca na história sofre inúmeras modificações assim como os processos em constante aperfeiçoamento e transformação. O ponto máximo, observado pela própria boneca, se dá quando um dia aprende a falar: 

- Sei como foi a história – disse o Visconde. – Você engoliu uma falinha do papagaio.

- Está errado! Narizinho teve dó do papagaio e não deixou que o matassem para tirar a falinha. Fiquei falante com uma pílula que o célebre Doutor Caramujo me deu.[23] 

            Emília, antes de falar, era apenas uma boneca, como tantas outras. Ela, no momento em que utiliza a linguagem, supera o estágio da “coisa” e passa para outro numa inter-relação própria.  É pela inter-relação que as coisas assumem diferentes funções a serviço do homem. O produto sem a interação não existe assim como o serviço não existe sem a interação. É através dela que as coisas acontecem, onde a emoção é fator decisivo para aglutinar pessoas nas empresas e estas, por sua vez, em conquistar e manter um número maior de clientes, acionistas, fornecedores e etc. Pensando nisso é que muitas empresas têm adotado uma política de conscientização social, ecológica e cultural que resulta numa imagem positiva para se diferenciar e cativar. Sobre esse ponto Antoine Saint-Exupery nos ensina uma preciosa lição: 

- Que quer dizer cativar?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa, significa “criar laços…”

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não es ainda pra mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo E eu serei para ti única no mundo…[24] 

            A consultora organizacional Mary-Alice Arthur cativou um grupo ao experimentar histórias e afeto.  Ela testou um programa diário onde os participantes, durante 15 minutos, contavam histórias que se iniciavam com o “Era uma vez”. Ao longo dos 12 meses o rendimento da produção era cerca de 18% maior se comparado com outros grupos da mesma empresa que não utilizaram o programa.

O programa, não só traz à tona a lembrança afetiva composta por avós, babás e contadores de histórias, como possibilita um encontro rico entre os funcionários e as  personagens dos contos. Ogres, bruxas, pássaros, heróis e heroínas são as  máscaras fantasiosas e sociais que utilizamos todos os dias. Esse trabalho com a palavra retoma o modelo mais antigo de transmissão de conhecimento e de cultura e estabelece uma “estrutura cuja função está em aproximar a ordem humana com a celestial”.[25]

Platão sabiamente nos alertava que a palavra é pharmakon. Cabe traduzir pharmakon como veneno, remédio ou cosmético. Isso nos faz crer que as palavras não são, por si só, inocentes e que independente de sua atuação, a palavra em ação, pode trazer vários desdobramentos. Segundo Luiz Alfredo Garcia-Rosa “as coisas, por constituírem um mundo organizado, mundo dotado de ordem humana, passam primeiro pela palavra, estando submetidas à ordem simbólica que está presente desde o inicio”.[26]

            A palavra é formulada para explicitar a experiência que vai compondo nossas vidas assim como nossas vidas são compostas por palavras que fazem a historia da passagem da vida. Vida de histórias e histórias de vida se confundem, ainda mais se ampliarmos a biografia da empresa com a de seu idealizador. O fato é que “a natureza e a definição da empresa também estão mudando profundamente, graças à disponibilidade de informações. A empresa está se transformando de unidade autônoma de criação e captação de valor para uma peça de uma comunidade interdependente, cujos membros negociam, continuamente, a responsabilidade pela criação de valor e o direito à captação dele”.[27]

A história talvez seja um dos elementos mais pertinentes ao homem, não é à-toa que através dela muitas tribos primitivas tenham realizado seu processo de iniciação. Assim, podemos prever que a palavra pode ser um remédio eficaz (pílulas sem contra-indicação) para o desenvolvimento e a humanização frente a concretude das máquinas como nos elucida Domenico de Masi:

 Uma vez entregue a precisão às máquinas, ainda falta recuperar muitos aspectos da aproximação, que já não será mais aquela rude e primitiva da época rural. Salvaguardados os ganhos da experiência industrial, estes devem transformar os limites em oportunidades, conjugando a competição com a generosidade e a lucidez racional com o calor emotivo. Os nossos netos poderão dedicar-se a estética até porque os nossos avós dedicaram-se aos negócios, segundo a sucessão já destacada por John Adams: “Devo estudar a política e a guerra, para que os meus filhos tenham a possibilidade de estudar matemática e filosofia, navegação, comércio e agricultura e possam assim dar aos filhos deles a possibilidade de estudar pintura, poesia, música e cerâmica”. [28]

 Por hora vamos viver o que nos foi contado na história de Chapeuzinho Vermelho que, a pedido da mãe, se prepara para visitar a avó e levar até ela uma cesta com bolo e vinho. No caminho um lobo a encontra, investiga sua jornada e sugere maliciosamente que colha algumas flores. Idéia logo acatada por Chapeuzinho que cada vez mais entra na floresta e se afasta do caminho inicial. O lobo, com isso, ganha tempo suficiente para entrar na casa da avó, devorá-la e aguardar, com todos os apetrechos da velha, a neta que logo chegaria.

Não é nenhuma novidade o destino fatídico e precoce de Chapeuzinho que vira prato principal e ao mesmo tempo sobremesa na boca do lobo. Satisfeito e farto pela refeição ele dorme e ronca exaustivamente. O ruído chama a atenção de um guarda que entra na casa imaginando que a velha precisasse de ajuda; e é nesse quarto que o homem se depara com um lobo entregue aos sonhos do sono.

Todo sonho denuncia um desejo assim como todas as personagens do conto são movidas a partir dele. A avó desejava ser assistida por Chapeuzinho; que por sua vez tinha como instância principal obedecer ao pedido da mãe em visitar a avó; a expectativa da mãe, por sua vez, era em ter seu pedido realizado exatamente como orientara a filha, assim não restaria nenhuma brecha para os lobos. O lobo tinha como objetivo lucrar às custas da inocência de Chapeuzinho e saciar seu apetite voraz. Por último aparece o guarda cuja função social é em segurar a ordem e a proteção, mantendo meninas e mulheres longe dos lobos.

Podemos notar que cada personagem mantinha uma direção e um desejo voltado para algo. Talvez seja essa uma das maiores dificuldades das empresas: em alinhar sentimento, direção e ação em prol dos mesmos caminhos.  Max Pàges nos dá algumas pistas das aspirações e motivações dos funcionários de um modo geral. Segundo ele “os salários estão ligados diretamente ao rendimento medido de forma bastante precisa; mas esta ligação satisfaz ao mesmo tempo o narcisismo de cada um (que assim sabe o que vale) e seu desejo de justiça (a cada um, segundo suas capacidades)”.[29]

Capacidade que Chapeuzinho certamente tinha em percorrer o bosque, caso contrário, não seria a responsável por essa atribuição. Sobre esse aspecto o consultor Chris Zook adverte que as empresas continuam a fixar metas de crescimento irreais que com certeza gerarão frustrações. Estudos realizados mostraram que a maioria das empresas possuía estimativas de crescimento em níveis que somente 13% delas tinham capacidade potencial de alcançar.[30] Não o foi diferente com Chapeuzinho. O fato, nesse caso, não consiste apenas no caminho percorrido, mas no que ela pôs em perigo: a sua vida e da avó. O que nos leva a pensar se estamos preparados para enfrentar com todos os recursos e competências o lobo que está lá fora? Do que precisamos e que tipo de investimento devemos fazer em nós mesmos para realizarmos seguros de si a travessia?  Isso não significa que devamos evitar o risco, mas prevê-lo e detectá-lo com uma possível solução.

O cenário da história apresenta duas casas: a primeira, a da mãe; a segunda, da avó e no meio um bosque – reino de flores silvestres, borboletas, mas também de lobos. A floresta nos convida sobretudo a uma nova ordem. A saber, que ordem existe na natureza e que estruturas são regidas por ela? A lei da selva pode, em muitas circunstâncias, nos fazer pensar nas estruturas organizacionais, mas por outro lado, as empresas podem também se sentir como animais indefesos diante de outras estruturas de poder ainda mais avassaladoras: impostos e tributos, acionistas, clientes e até mesmo os funcionários. 

A casa, assim como a capa vermelha da personagem, abriga e fornece proteção. Nada aconteceria a ela na casa da mãe entretanto tudo a acontece na outra casa: a da avó.  O que nos faz pensar que uma ação (a que teve com o lobo) pode modificar toda a historia, ainda mais numa época em que as travessias e os percursos se tornam cada vez mais rápidos.

A floresta, com seu rio de manancial, também apresenta uma gama de possibilidades e de caminhos a escolher. A casa da avó pode servir como uma orientação, um lugar a chegar, mas é na experimentação da floresta que decidimos qual caminho seguir. Universo não só das opções mas principalmente das escolhas pelas opções que nos são apresentadas. Entrar na floresta significa muitas vezes se perder, como acontecido aos irmãos João e Maria. Mas o que leva uma empresa a se perder e o que leva uma empresa a entrar numa floresta e mesmo assim sair ilesa dela? Chapeuzinho consegue sair ilesa da floresta, mas quando tudo parecia já estar no fim, ou seja, meta alcançada (pois chegara são e salva a casa da avó com cesta e flores) é que a história ganha um novo pulsar:

 - Oh, vovó! – exclamou. – Que orelhas tão grandes!

- É para te ouvir melhor!

- E estes olhos tão grandes!

- É para te ver melhor!

- E estas mãos tão grandes!

- É para te abraçar melhor!

- E que boca horrível, vovó!

- É para te comer melhor![31]

 O que podemos aprender com o lobo? Que lições ele nos provoca?  Perda da inocência, amadurecimento, conflito, risco?… o que nos leva a crer que “grande parte do problema está no fato de os administradores recuarem ao perceber que a inovação exige práticas estranhas e aparentemente equivocadas”. [32] O lobo, por um lado, incentivou Chapeuzinho a se desviar do caminho. Tudo indica que tinha bem claro o seu caminho, e que a perda de Chapeuzinho era apenas um deles.  Marie-Louise Von Franz nos adverte que o lobo representa no homem “esse estranho desejo indiscriminado de devorar tudo e todos para tudo obter”.[33]

         A figura do lobo pode também ser vista como a do bode expiatório. Roberto Ziemer, no livro Mitos Organizacionais esclarece que “indivíduos ou grupos utilizados como bodes expiatórios carregam o “fardo” rejeitado da empresa, o que impede que esta reconheça sua própria sombra”.[34]  Sombra esta vivida literalmente por Chapeuzinho e avó quando se encontraram presas no estômago do animal. Não obstante John Gardner afirmou que “a maioria das organizações com problemas desenvolveu uma cegueira funcional em relação a seus defeitos. Elas não sofrem porque não podem resolver seus problemas mas porque não podem vê-lo.·

         A história retoma a ordem porque o guarda retira a menina e a avó da barriga do lobo. É de bom tom lembrarmos que Chapeuzinho menciona a angústia e o medo da escuridão no interior do lobo, mas nada podemos fazer para evitá-la, pois só passando por ela é que poderemos atribuir os instintos e a visão, como a do lobo, que não se perde, nem mesmo no escuro.

         Chapeuzinho Vermelho sinaliza a limitação não como agente limitador, mas transgressor, ultrapassando a experiência tácita que a envolve numa nova demanda, sem lobos. Fica-nos, do todo, não uma lição moralizante de uma menina que seguiu um caminho errado, mas de uma menina que seguiu um caminho, se desviou e voltou porque todas as etapas eram a etapa do caminho. Já dizia o poeta que “no meio do caminho há pedras”, o que então fazer com elas? Evitá-la não é a melhor saída, utilizá-las pode ser uma alternativa como fez a menina. Assim ela eliminou o lobo e algumas das pedras porque ambos representavam a mesma coisa.[35]

         A história de Chapeuzinho parece não ter fim, não só pelos infindáveis caminhos, como pelo laço afetivo que a une às gerações. Assim o laço de sangue não só indica a tradição, a memória e o aprendizado como a conscientização e a reflexão que todas as lições nos evoca. “Sob esse enfoque todos são dependentes de todos cada qual com seu saber e fazer minúsculo, desprovidos de uma visão da totalidade”. [36]

         A História, voltando ao termo originário, se constitui como prova daquilo que foi visto, e também daquilo que ainda será percebido. O é, por sua vez, se torna o fato e ele é extraído do latim factum, que se traduz como fado, destino. Não é à-toa que as moiras, figuras míticas da Grécia Antiga, seguram as linhas da vida e as interrompiam, ao seu bel prazer, com o corte da tesoura. 

Antes do corte, ao contrário, proclamemos à vida entre linhas e histórias, costurando em tecidos de muita cor, o verdadeiro destino do homem. Não é diferentemente no mundo das organizações onde a história aponta a visão, a identidade e a cultura da empresa por onde os colaboradores têm uma linha a definir e um cenário a ajudar a construir.

 

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Revista HSM Management, n. 37. Ano 7. Vol. 2. março-abril, 2003.

Revista HSM Management, n. 32. Ano 6. maio, 2002.

Revista HSM Management. Ano 5,  29 de nov, 2001.

 

Autor GPN:  ELISSANDRO S A DE AQUINO

Elissandro é filho de Marta e de Sergio e neto de Maria e Sercundino, Jacy e Sergio. É psicodramatista, consultor organizacional, professor de literaturas, pesquisador de contos de fadas e contador de histórias. Escritor com textos publicados e traduzidos para o inglês e francês. Realiza trabalho de mitos e contos de fadas nas organizações pela Alma Consultoria e Desenvolvimento Huamno.. Desse experimento desenvolveu o livro: “Fadas e Bruxas nas empresas: contos de fadas, fábulas e mitos para o desenvolvimento pessoal e organizacional”, no Prelo.

 Contato: elissandroaquino@almaconsultoria.com.br

 


 

[1] MOSCOVICI, Fela. Renascença Organizacional. A revalorização do homem frente à tecnologia para o sucesso da nova empresa. 3ª. Edição. Rio de Janeiro: José Olympio. 1993, p. 75.

[2] Segundo o autor poderíamos tentar uma simplificação e reduzir todas as histórias em duas, ambas infinitas: aquela que segue um itinerário retilíneo, peremptório, previsível e planificado e aquela que segue um itinerário curvilíneo, livre, caprichoso e imprevisível. In: DE MASI, Domenico. Criatividade e Grupos Criativos. Tradução de Léa Mazi e Yadyr Figueiredo. Rio de Janeiro: Sextante. 2003, p. 18.

[3] TEIXEIRA, Ângela Dumont. Matizes. São Paulo: Moderna, 1998.

[4] COLASANTI, Marina. Uma idéia toda azul. Rio de Janeiro: Nórdica, 1979, p. 17.

[5] A descrição poética de Ted Perry, inspirado no Chefe Seattle abre o livro “A Teia da Vida” de Fritjof Capra como segue na íntegra: “Isto sabemos./ Todas as coisas estão ligadas /como o sangue / que une uma família…/ Tudo o que aconteceu com a Terra,/ acontece com os filhos e as filhas da Terra./ O homem não tece a teia da vida;/ Ela é apenas um fio./ Tudo o que faz a teia,/ Ele faz a si mesmo. IN. CAPRA, Fritjof. A Teia da Vida: uma compreensão científica dos sistemas vivos. Tradução de Newton Roberval Eichemberg. São Paulo: Cultrix, 1996.

[6] GRIMM, Jacob e Wilhelm. Contos de Grimm. Tradução de David Jardim Júnior. Grandes Obras da Cultura Universal. Vol. 16: Editora Itatiaia, 2000, p. 327.

[7]  Domenico citando Dahrendorf. In: DE MASI, Domenico. Desenvolvimento sem trabalho. Tradução de Eugênia Deheizelin. São Paulo: Editora Esfera, 1999, p.82.

[8] PAGÈS. Max. O Poder das Organizações. Tradução de Maria Cecília e Sonia Simas Favatti. São Paulo: Atlas. 1993, p. 110.

[9] O estudo foi feito durante 20 anos e para chegar a essa conclusão foi analisada a satisfação de centenas de alemães em acontecimentos importantes ao longo da vida. Os pesquisadores concluíram que a felicidade é apenas temporária e que, em geral, seu nível não muda. Já nos traumas, o questionário respondido apontou que o desemprego causou redução no estado de espírito por 5 anos, enquanto em situações como viuvez e divórcio a felicidade foi abalada com rápida recuperação. In. Revista Viva Saúde. N. 65: Editora Escala. São Paulo. p. 11.

[10] PAGÈS. Max. O Poder das Organizações. Tradução de Maria Cecília e Sonia Simas Favatti. São Paulo: Atlas. 1993, p. 110.

[11] LOBATO, Monteiro. Memórias da Emília. Volume 4. São Paulo: Brasiliense, p. 443.

[12] A poesia Divisa introduz e apresenta o primeiro livro de psicodrama In. MORENO, William Jacob. Psicodrama. Tradução de Álvaro Cabral. São Paulo: 12. Ed,. Cultrix, 1997.

[13] CAMPBELL, Joseph. As márcaras de Deus. Tradução de Carmem Fischer. São Paulo: Athena, 7. edição, 2005, p. 45.

[14] Segundo Tom Peters “não existe a menor dúvida de que o guru dos gurus é Peter Drucker. E a mágica de Drucker é que aos 80 e tantos anos sua mente é tão ativa quanto aos 30, porque continua experimentando coisas novas, discutindo idéias que não funcionaram, com uma sede eterna de tentar algo diferente”. In: JULIO, Carlos Aberto e José Salibi Neto. (ORG) Inovação e Mudança: autores e conceitos imprescindíveis. Coletânea HSM Management. O melhor do pensamento contemporâneo em gestão empresarial. São Paulo: Publifolha, 2001, p. 22.

[15] PAGÈS. Max. O Poder das Organizações. Tradução de Maria Cecília e Sonia Simas Favatti. São Paulo: Atlas. 1993, p. 109.

[16] NOBREGA, Clemente. Em busca da empresa quântica: analogias entre o mundo da ciência e o mundo dos negócios. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996, p. 355.

[17] COVEY, Stephen. O 8º. Hábito: da eficácia à grandeza. Tradução de Maria José Cyhlar Monteiro. Rio de Janeiro: Elsevier; São Paulo: Frankley Covey, 2005, p. 17.

[18] Segundo o autor “através da brincadeira ou da diversão, os animais, as pessoas, ou as sociedades experimentam todos os tipos de combinações e permutas de formas corporais, formas sociais, formas de pensamento, imagens e regras que não seriam possíveis num mundo regido apenas por valores imediatos de sobrevivência”. NACHMANOVITCH, Stephen. Ser Criativo: o poder da improvisação na vida e na arte. Tradução de Eliana Rocha. São Paulo: Summus, 1993, p. 50.

[19] As crianças, segundo Anna Claudia Ramos, quando brincam de casinha estão formulando um lar, arrumando a casa, assumindo responsabilidades conjuntas, cuidando dos filhos, interpretando papéis. Winnicott também nos diz que essas crianças que brincaram de pais e mães e de casinha, quando crescerem, já terão conhecido o essencial para formar um lar. IN: RAMOS, Anna Claudia. Nos bastidores do imaginário: criação e literatura infantil e juvenil. São Paulo: DCL, 2006, p. 52.

[20] MORENO, Jacob Levi. Psicodrama. Tradução de Álvaro Campos. São Paulo: Cultrix, p. 86.

[21] In: Dossiê: Uma liderança sob medida, por Tom Peters. Revista HSM. N. 32 ano 6 maio, 2002, p. 61.

[22] Ibidem.

[23] LOBATO, Monteiro.  Memórias da Emília. Volume 4. São Paulo: Brasiliense, p. 443.

[24] SAINT-EXUPERY. Antoine de. O pequeno príncipe. Tradução de Dom Marcos Barbosa. 28. Ed. Rio de Janeiro: Agir, 1985, p. 68/69.

[25]Para Joseph Campbell os mitos e ritos constituem um mesocosmos – um cosmos intermediário mediador, pelo qual o microcosmos  do indivíduo é colocado em relação ao macrocosmos do universo. E esse mesocosmos é todo o contexto do corpo social, que é assim uma espécie de poema vivente. In. CAMPBELL, Joseph. As Máscaras de Deus. Tradução de Carmem Fischer. São Paulo: Pallas, 1992, p. 128/129.

[26] ROSA, Luiz Alfredo Garcia. Freud e o Inconsciente. 19. Edição. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.  2002, p. 152.

[27] Vantagem Competitiva na Era da Informação. Artigo de Rhonda Germany e Roman Muralidharan. In: Revista HSM Management. Ano 5, 29 de nov, 2001, p. 56.

[28] DE MASI, Domenico. Criatividade e Grupos Criativos. Tradução de Léa Mazi e Yadyr Figueiredo. Rio de Janeiro: Sextante, 2003, p. 20.

[29] O fato de possuir objetivos quantificados, que se traduzem principalmente por uma carga de trabalho elevada, satisfaz a necessidade de reconhecimento e segurança. In: PAGÈS. Max. O Poder das Organizações. Tradução de Maria Cecília e Sonia Simas Favatti. São Paulo: Atlas, 1993, p. 110.

[30] A receita das árvores para as empresas. O consultor Chris Zook revela o que está na raiz do crescimento lucrativo verificado durante primeiro ano em 240 empresas dos países G7. In. Revista HSM. n. 33. Julho-Agosto, 2002, p. 18.

[31] GRIMM, Jacob e Wilhelm. Contos de Grimm. Tradução de David Jardim Júnior. Grandes Obras da Cultura Universal. Vol. 16: Editora Itatiaia, 2000, p. 332.

[32] Reportagem por Robert I. Sutton. Técnicas absurdas e idéias muito malucas. In. Revista HSM Management, 37 Ano 7. Vol. 2. março-abril, 2003, p.86.

[33] VON FRANZ, Marie-Louise. A sombra e o mal nos contos de fadas. Tradução de Maria Christina Penteado Kujawski. São Paulo: Paulus, 1985, p. 277.

[34] ZIEMER, Roberto. Mitos Organizacionais. O Poder invisível na vida das Empresas. São Paulo: Atlas, 1996, p. 132.

[35] Em uma das versões colocam pedra na barriga do lobo e este morre sem poder andar.

[36] WEIL, Pierre. Normose: a patologia da normalidade. São Paulo: Verus Editora, 2003, p. 145.

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