jul 272015
 

Promoção de Jovem em Empresa

Todo gestor deveria saber que um dos fatores mais importantes para o sucesso de uma equipe é a qualidade do ambiente.

Da mesma maneira, todos sabem que manter o bom clima é algo bastante difícil. Afinal, por ser constituído por pessoas que possuem interesses individuais e que, pela diferença de temperamentos, pode fazer da qualidade dos relacionamentos algo muito instável.

Imagina quando um desses membros é promovido, acontecendo, assim, mudança nos papéis? Enquanto em um dia são companheiros de trabalho, no outro se constituem como chefe e empregado.

Difícil, não é mesmo?

Agora, pense…

Quando esta promoção é dada para um integrante mais novo, como o restante da equipe se sentiria? Certamente trata-se de um “barril de pólvora” que, se não for muito bem administrado, pode colocar a perder todo o trabalho de um excelente time.

Mas, sabendo disso, como devemos lidar com essa situação?

Primeiramente, devemos entender a atmosfera psicológica que envolve essa situação. As pessoas, de um modo geral, costumam atribuir ao fator idade, ou tempo de casa, como um diferencial. Este pensamento é oriundo das “Gerações X” e “Baby Boomers” e que está entrando em choque com os valores trabalhados pelas “Gerações Y” e Z”, que primam pela meritocracia e o empreendedorismo.

No primeiro caso, empresas tradicionais como IBM e a indústria automobilística como um todo, são exemplos de empresas que por muito tempo utilizaram processos de gestão pouco inovadores, com processos estáticos e que valorizavam o tempo de casa.

Dificilmente, um grande diretor nessas empresas  será alguém com menos de 40 anos. Já no último grupo, empresas como o Google, assim como outras corporações do Vale do Silício, possuem muitos executivos importantes com vinte e poucos anos. Inclusive muitos dos seus fundadores tinham esta idade na época do início dos trabalhos.

A inovação e o conceito de startup tomam conta e a idade vem perdendo espaço.

Com esse contexto bem assimilado e entendendo que as empresas brasileiras não possuem o perfil da gigante das buscas, esse gestor tem que buscar também uma visão mais micro, compreendendo o perfil individual de cada membro do time.

Tendo esses dois cenários bem definidos (tradicional e da inovação), quando uma situação como essa acontece, existem algumas dicas que poderão gerir tais conflitos.

Em primeiro plano, o líder deve sempre agir com a verdade e com constantes feedbacks. No momento quando a relação se pauta na confiança e na troca, não existem tantas surpresas, pois as pessoas dificilmente se surpreenderão com o que vier a seguir.

Outro quesito importante chama-se: Resultado.

Quando o gestor desenvolve o seu trabalho embasado nos resultados, na gestão por competências, quantificando o trabalho (sim, Isso é possível! Procure saber sobre Scrum) e atribuindo, em grupo, qualidade aos mesmos, existem menos brechas para o conflito de gerações e, por consequência, do questionamento das decisões como um todo.

Um outro fator que deve ser considerado e que muitos lideres deixam a desejar é a compreensão de que todo colaborador, não importando a idade, é uma pessoa, que sente, tem medo, cultiva sonhos, frustrações…

E mesmo que muitos não admitam, lá no fundo, costumam gostar de um afago, de se sentirem valorizados por se sentirem parte do processo. Não a toa, a palavra “time” tem ganhado muito espaço no jargão corporativo nos últimos tempos.

Nada como uma conversa olhando nos olhos, ou apenas a exaltação das suas qualidades, demonstrando os planos da empresa e como este colaborador pode ser encaixado neles, já podem acalmar os ânimos e tranquilizar as consequências das decisões e promoções.

Em geral, nós brasileiros ainda valorizamos muito a experiência e o conflito ainda costuma ser muito intenso, quando uma promoção dessa ocorre.

Dentre tantos motivos, sendo que este é um deles, uma boa Gestão de Pessoas ganha importância mais e mais. Num mundo cada vez mais solitário e competitivo, considerar o ser humano como gente é imprescindível, pois, além de aproximar, otimiza os trabalhos e os resultados.

Pense nisso!

escrito por Carlos Pereira

Carlos Pereira

Psicólogo há oito anos, formado pela Universidade Estácio de Sá (Unesa), cursando MBA em Gestão de Pessoas pela UFF. Atualmente, é sócio fundador da consultoria Top Quality e do Bê-á-bá do RH.

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