jun 122015
 

Aposentadoria, Trabalho e Depressão – Como Administrá-los?  Editar

Na Psicologia, um tema bastante recorrente é a representação do trabalho na vida dos indivíduos e um dos grandes problemas atuais é como lidar com a ausência dele na aposentadoria, já que pelo aumento da expectativa de vida e a estagnação do tempo de contribuição, esta fase da vida aumenta a cada ano.

Como não estamos nos preparando para essa transição, a DEPRESSÃO vem ganhando representatividade.

Afinal, com a aposentadoria, a batalha para ocupar por volta de 1/3 do dia, que antes deste momento a pessoa investia trabalhando, por 35 anos, torna-se cada vez mais difícil.

Esse processo é tão complexo porque em nossa sociedade o trabalho representa um papel importante na constituição da identidade dos indivíduos.

Sempre quando conhecemos alguém ou nos apresentamos, uma das primeiras informações levantadas está ligada à sua atividade laboral.

De maneira quase uníssona, a Psicologia considera que o trabalho pode ser libertador, mas também escravocrata. Da mesma maneira que ajuda o indivíduo a se situar, pode aliena-lo.

No entanto, um dos fatores que influenciam nessa situação é que as pessoas tendem a não saber diferenciar trabalho de emprego.

A propósito, você sabe?

  • Emprego: Trata-se de atividades remuneradas realizadas por meio de contrato legal, cujo contratante paga pela força de trabalho do contratado;
  • Trabalho: Vincula-se a atividades de produção, remuneradas ou não, e é inerente a existência humana. É tão antigo quanto a própria humanidade. Assim, quando você faz um curso de fotografia, está trabalhando, mas não está exercendo um emprego.

Conseguiu captar?

Pois bem… Dessa maneira, passamos a vida inteira pensando no merecido descanso após uma vida de trabalho e quando esse momento chega, acontece uma ruptura e não sabemos como agir.

Segundo estudos, nos primeiros meses as pessoas se sentem estimuladas a fazerem várias coisas que nunca haviam feito antes: Viajam, passeiam… Entretanto, com o passar do tempo, a melancolia começa a bater.

Além disso, percebe-se excluído do sistema de produção, pois vivemos em uma sociedade capitalista, que valoriza o poder econômico e a capacidade de realização. Assim, ao se aposentar, a pessoa experiencia um processo confuso de inatividade, pois busca se sentir produtiva, mas não existe mais a cobrança da sociedade.

Sem contar a remuneração, que, infelizmente, não costuma ser a mesma.

Por consequência, neste furacão a pessoa se sente perdida e se perde em depressão.

E aí eu te pergunto, existe alguma saída?

Leia novamente o significado do termo “trabalho”.

Percebeu?

O problema está em outro ponto de nossa sociedade atual : Supervalorizar o trabalho. Muitos acham bonito ser um workaholic e só fazem isso na vida!

O importante é ocupar seu tempo com outras atividades, como esportes e hobbies, antes de se aposentar, pois, quando o momento chegar, o papel ocupado pelo trabalho não será tão grande e a transição tenderá ser mais suave.

Em suma, além da importância de outras atividades na divisão da atenção do sujeito em si, saiba que somos seres sociais e vivemos em grupo.

Por isso, quando fazemos algum curso, viajamos ou praticamos qualquer outro trabalho, a interação com o outro é imprescindível.

Então, o que pretende fazer a partir de agora?

O mais importante não é viver muito, mas viver com qualidade.

Pense nisto!

 

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escrito por Carlos Pereira

Carlos Pereira

Psicólogo há oito anos, formado pela Universidade Estácio de Sá (Unesa), cursando MBA em Gestão de Pessoas pela UFF. Atualmente, é sócio fundador da consultoria Top Quality e do Bê-á-bá do RH.

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